De Sophie Kinsella. Uma mulher vê-se descoberta nas suas mais mirabolantes mentiras. Viciante e muito divertido!
De Francisco C. Xavier. O relato comovente do espírito André Luíz após a sua chegada à espiritualidade.
De Stephenie Meyer. Uma bela história de amor entre uma humana e um vampiro, uma viagem ao maravilhoso.Com alguns traços e palavras se desbrava a profundidade de uma alma...
Vamos viajar?
White Feather
| O Abraço do Urso |
| Domingo, 13 Dezembro 2009 00:07 |
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Os seus braços despidos envolvem-me o corpo todo, como uma roupa de pele. Nos meus olhos o reflexo dos dele mergulha fundo, numa cumplicidade que esmaga todo o redor, como um novo universo onde nada importa.
Lentamente, o seu rosto aproxima-se do meu, e o abraço aperta-se, num urso protector, absorvendo todas as minhas células. Quando os seus lábios me sequestram, os nossos olhos fecham-se num sonho, e todo o meu corpo vibra. Já nem a chuva importa. As gotas frias explodem-nos nas pernas, nos braços, no rosto, mas não arrancam para a realidade. Arrepiam, deslizam pelas costas, perdendo-se.
Sinto-lhe o peito encher-se de ar, num sufoco de sofreguidão, apertando-me mais, como se me possuísse num só momento. Os lábios entreabrem-se para melhor absorverem a minha boca, numa dança perigosa. Sinto a sua língua invadir-me, macia, confiante. Acaricia a minha, que se rende ao momento e se enrola, e se estende, fica tensa para de novo relaxar. Mistura-se a saliva quente, cúmplice, no desejo de ser mais junto, devorar.
As bocas dançam então, acariciando-se, seduzindo-se, debatendo-se no prazer de um beijo terno e ao mesmo tempo ávido de satisfação. É um correr para uma meta imaginária, perdendo-se a noção de tempo, de espaço, de ser.
A sua mão desliza-me suavemente pelas costas expostas pela blusa cavada, arrepiando-me até à alma. Deixo os meus braços rodearem-lhe o tronco, perco a timidez, e esqueço quem sou. Quero apenas este beijo sem nome, num sonho sem regresso.
Os cabelos molhados pela chuva agora intensa colam-se-me ao rosto, e gotas de chuva cristalina adoçam-nos os lábios, misturam-se no beijo. O frio não basta para acalmar o fogo da pele.
Em passos deslizantes, sem me largar, sem se despedir da minha boca, o seu corpo leva-me rumo ao mar, uma alcova de sono, convidativa. A água quente toca-me os pés, percorre-me as pernas, invade-me a cintura. É um mergulho a meio corpo, em que os dois somos um corpo inteiro. Molhados, pela chuva, pelo mar, enchemo-nos de nós próprios, esquecidos do mundo, num sonho sem palavras, sem explicações. Apenas repleto de sensações.
Não importa porque é… Importa como soube…
White Feather
11 de Maio de 2009
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