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De Francisco C. Xavier. O relato comovente do espírito André Luíz após a sua chegada à espiritualidade.
De Stephenie Meyer. Uma bela história de amor entre uma humana e um vampiro, uma viagem ao maravilhoso.Com alguns traços e palavras se desbrava a profundidade de uma alma...
Vamos viajar?
White Feather
| White Feather |
| Quinta, 04 Dezembro 2008 00:58 |
Reza a história, que desde que aprendi as primeiras letras, de imediato comecei a tentar juntá-las e ler. Em qualquer lugar, tentava perceber o que estava escrito. Sempre tinha sentido uma estranha paixão por livros, e poder compreender aquilo que deles constava foi uma emoção enorme.Aos 7 anos, escrevi o meu primeiro poema. Lembro-me como se fosse hoje. Estava triste por ter tido uma zanga qualquer com as colegas da escola, e sentia-me só. Assim, a caminho de casa no final das aulas, parei sob a cobertura de uma camioneta de caixa-aberta, e deixei que os meus pensamentos e sentimentos passassem para o papel. Foi tão natural, que nem sei explicar. Quando dei por mim, as frases compunham-se, e o poema gerou-se. Quando a minha mãe finalmente me encontrou, ficou admirada com a situação. Desde então, nunca mais parei.
Depressa a professora primária se apercebeu do meu gosto e facilidade em gerar rimas, e começou a pedir-me que escrevesse para todo o tipo de ocasião. As festas de Natal, as festas de fim de ano, os eventos em que recebíamos visitas ou festejávamos coisas como o Magusto. Acabei por sentir tanta pressão em escrever, mesmo quando não estava minimamente inspirada, que quando terminou o 1º ciclo senti um alívio. Durante bastante tempo mantive-me afastada da escrita, tal o cansaço.
Contudo, e como a alma de um artista pode adormecer, mas não morre, a veia voltou a palpitar. Foi uma alegria voltar a sentir vontade de escrever, mantendo-me num registo de poesia, mas explorando também a capacidade na prosa, através dos trabalhos em que a disciplina de Português me desafiava. Por norma, as professoras apreciavam aquilo que escrevia, sem nunca voltar a sentir a pressão anterior.
Com os primeiros amores mais sentidos, a poesia manifestou-se novamente, atingindo um pico por volta dos meus 17 anos. Uma vez mais, chegava a produzir poemas quase diariamente, alguns dos quais ainda hoje permanecem um mistério para mim. Simplesmente algum tipo de emoção me dominava, algum pensamento, e passava para o papel de forma fluída e ininterrupta, sem pensar muito no que escrevia. Era verdadeiramente a capacidade e necessidade de colocar fora de mim os sentimentos que me dominavam por dentro.
Com a entrada na faculdade, o tempo para a escrita tornou-se cada vez mais escasso. Mas o amor pela actividade acabava por, de vez em quando, ser mais forte... E lá acabava por, em plena aula, escrevinhar umas quantas linhas num papel, compondo um poema misterioso.
Aos 19 anos, sensivelmente, resolvi aventurar-me a escrever um romance. Demorei 7 anos... Entre a falta de tempo e os problemas que me iam abalando a vida pessoal, de vez em quando pegava na história, dava-lhe alguns contornos, criava um pouco mais... E ao fim de 7 anos acabei por investir mais a sério no que já tinha feito, e terminei o meu primeiro livro. Não tenho como descrever a emoção que senti. É surreal, é mesmo como estar num sonho e constantemente aguardar ser acordada pelo despertador. Mas é um facto, escrevi uma história, de uma ponta à outra, de dentro de mim!
Cheguei também a terminar dois contos, um infantil e outro mais cuidado, pensando ainda usar este último para um projecto maior. Quem sabe, quem sabe...
Actualmente, penso tentar publicar o meu livro, e assim concretizar o sonho de toda uma vida. Tenho já várias ideias para novos projectos, algumas coisas já alinhavadas até. Mas desta vez, não quero demorar tanto tempo a passar para fora todas as histórias que guardo no meu pequeno mundo.
Escrever é a coisa que para mim faz mais sentido, é como respirar, como amar... Por muito que tentasse fugir, simplesmente as palavras me assaltam, explodem em mim, e derramam-se numa cascata de emoções e pensamentos desvairados...
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