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Delírio da Alma

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És Capaz de Guardar Um Segredo?

De Sophie Kinsella. Uma mulher vê-se descoberta nas suas mais mirabolantes mentiras. Viciante e muito divertido!

Nosso Lar - A Vida no Mundo Espiritual

De Francisco C. Xavier. O relato comovente do espírito André Luíz após a sua chegada à espiritualidade.

Crepúsculo - Série Luz e Sombra

De Stephenie Meyer. Uma bela história de amor entre uma humana e um vampiro, uma viagem ao maravilhoso.

O Delírio da Alma

Com alguns traços e palavras se desbrava a profundidade de uma alma...

Vamos viajar?

 

White Feather

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Caminhas Só
Quinta, 18 Março 2010 12:58
A caminhada no mundo é uma caminhada de solidão. Rodeados de rostos, nomes, perfumes, nada é sentido. Ninguém nos vê na realidade. Apenas vêem em nós o que podemos ser para seu proveito.
Despertamos sós,   um dia, dando-nos conta de que, na verdade, sempre foi assim.
Ninguém nos conhece, somos grãos de areia numa praia de outros milhões de grãos. Somos personagens no teatro da vida de outros, e eles são no nosso. Ninguém se conhece, ninguém se vê, ninguém se importa.
Somos cegos do egoísmo que nos alimenta, somos cegos para nós próprios. Cegos ignorantes.
A vida, é uma caminhada na solidão do nosso deserto.


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A Humanidade do Poder
Sábado, 23 Janeiro 2010 18:12
Quão complexa é esta Humanidade na qual nascemos já mergulhados! Trazidos pela obrigatoriedade da evolução necessária (inconscientemente desejada, conscientemente temida), somos depositados por mãos carinhosas em círculos de sombra e complexidade. Esquecemos o que nos espera, mas lembramos que temos esperança de ser felizes. Raramente a esperança se torna real.
Feitos da mesma fibra, oriundos do mesmo pintor e com o mesmo objectivo, ferimo-nos mais vezes nos espinhos dos outros do que nos da Natureza. São as palavras venenosas, os sorrisos simulados, as mãos estendidas fingido socorrer mas na ânsia de empurrar. Os olhares de desprezo mal disfarçado, os pensamentos destruidores que cravam garras impiedosas e injustas nos corações de tantos honestos.
Como o ser humano é terrível! Como somos imperfeitos - ainda - e como temos tanto a aprender, sobretudo em emoções.
Vivemos numa selva humana, uma selva de canibais suportada por tecnologias e modernidade, mas cujas bases, os sentimentos puros que movem e alimentam pela respiração da alma, são fracas, de má índole. Circulamos entre todos, apenas à espera do melhor momento para apanhar o outro desprevenido e cravar-lhe nas costas o punhal do desprezo e ingratidão.
Quando aprenderemos a respeitar o espaço de cada um, e o trabalho e dedicação que tem à vida? Porque achamos que os outros têm de pensar como nós, agir como nós, seguir os nossos passos? E quando assim não é, são aniquilados pela nossa falsidade e egoismo.
Cresçamos, já está na hora.
Alguém de grande sabedoria há muito tempo dizia: "Vais surpreender-te quando perceberes que no mundo há lugar para todos". Saberia Mahatma Gandhi do que falava? Certamente.


White Feather
 
Escrever
Quinta, 01 Outubro 2009 12:03
Sempre gostei de páginas em branco, prontas para que eu as preencha, com pensamentos, desabafos, delírios... muitos são os momentos em que sinto uma estranha e louca vontade de escrever, de pegar numa dessas páginas em branco e sarrabiscá-la toda, de forma desenfreada e descontrolada, para depois, já com a vontade saciada, contemplar o objecto do meu desaire: um texto, palavras soltas, um poema. Qualquer coisa que tenha algo, que signifique algo.

Geralmente, acabo por deixar as folhas ficarem tal como as encontrei: em branco, virgens. Motivos? Poderia apontar muitos. Na maioria das vezes é a falta de tempo. A vontade de escrever vem nos mais variados momentos, e são raros aqueles em que dá jeito parar para mergulhar num pensamento interno, valioso. Noutras vezes, a vontade não consegue avançar para o momento seguinte, e nunca deixa de ser isso mesmo, uma vontade forte, mas não o suficiente para desenrolar uma ideia. Esses são os momentos mais frustrantes. Querer, e não conseguir. Ter o tempo, e não ter a inspiração. Aí, deve ser a nossa vontade a gozar connosco, a divertir-se à nossa custa.

Às vezes é difícil deitar algo cá para fora, pois as ideias correm num rebuliço incessante, não abrandam sequer um momento para que se possa agarrar uma delas, e a partir daí desenrolar as outras. Tudo passa ao mesmo tempo, todos os pensamentos se atropelam num desenfrear de tentativas de se mostrarem e esconderem a seguir.

Quando, de uma forma ou de outra, se consegue começar, é o êxtase da escrita. Os dedos não param, as letras sucedem-se umas às outras, formando palavras, frases, ideias concretas. As coisas vão correndo ao mesmo tempo que tomam forma no papel, e este vai deixando de ser branco, simples, vazio, para ficar repleto de pensamentos profundos, que o tornam algo precioso. É de facto mágico o milagre da escrita, algo que ocorre diariamente e em todo o mundo, e que raramente é raciocinado, mas sempre fantástico.

Só quem o faz compreende, só um viciado das palavras entende o que é fazer nascer uma ideia e transformá-la num sonho para todos verem...


White Feather
 
30 de Julho de 2009
Quinta, 30 Julho 2009 16:02
O solo algarvio envolve-me nos últimos tempos. Paisagens já familiares, que se desenvolveram ao longo dos anos na minha memória, actualizam-se agora. Poucos traços novos de ano para ano. A emoção já não é a mesma.
O calor, como seria de esperar, lentifica o movimento, anestesia o pensar. Talvez esse fosse parte do meu objectivo, descanso do pensar constante, do medir, do equacionar a matemática da vida. Não resulta. Só atrasa. Não traz paz, traz sentimento de culpa de fingir que tudo é bem, tudo está bem.
Fecho os olhos e esqueço. Perco a noção de onde estou, com quem estou. Viajo ao mundo interior onde me sinto calma, onde conheço cada silêncio, cada cor. Ali estou segura, nada me surpreende ou fere. Não há barulho, não há cobrança. Sou eu, comigo.
Se pudesse, entraria nesse mundo para sempre, limitando-me a visitar de quando em quando o mundo dos homens. Desse modo, mais ainda veria o quanto era bom viver longe.
Sonhadora? Nem por isso... Sobrevivente... E pouco.
O ar quente não engana os sentidos, não estou noutro lugar. Os olhos abertos agora revelam a realidade crua. Não há como fugir das decisões, dos medos. Obrigatório é viver, enfrentar, sentir.
Esperava forças no Algarve, mas entre tanta coisa que cá se vende, não encontro o que procuro...


White Feather
 
Sábado, 14 Fevereiro 2009 00:00
Querido Diário,

Este "Dia dos Namorados" não poderia ter começado melhor! Logo pela manhã, levantei-me para me arranjar e ir para o Curso Intensivo de Escrita Criativa. Garanto-te que fui com um sorriso nos lábios, de pura felicidade. Apesar de este ser o último dia desta primeira fase do curso, tenho andado nas nuvens. É certo que o workshop do ano passado foi muito bom, mas andava numa fase muito complicada comigo mesma, e acabei por não aproveitar a 100%. Agora, sinto que estou a viver plenamente esta oportunidade que, fica a saber, foi uma prenda do dia dos namorados!
A sessão foi maravilhosa, como sempre. Sentia-me bem, feliz. Tinha imensa vontade de escrever e partilhar, ri muito. Os exercícios foram interessantes, uns que me fizeram mesmo sonhar.
Felizmente, apesar da quebra que haverá agora até à segunda fase, temos vários trabalhos para fazer, sempre de escrita, e estou ansiosa por começar.
Terminei a sessão a sentir-me encantada. Há muitos anos que escrevo, mas nunca aprendi com ninguém. As pessoas que ao longo da minha vida foram lendo os meus poemas ou textos diziam que eram bonitos, mas isso nunca significou que fossem bons. Fazer o curso foi a oportunidade de tentar perceber até que ponto esta minha forma de estar era natural ou idiota.
Os meus temores de que pudesse descobrir que não tinha qualquer capacidade para a escrita foram finalmente dissipados. As coisas correram incrivelmente bem, com boas críticas do professor, que me deram alento e confiança de que aquilo que mais amo fazer faz realmente parte da minha alma. Resolvi que é isto que quero fazer, e vou trabalhar para isso. É o meu sonho, é a única forma em que me imagino a respirar, sempre.
E agora, fico apenas na ânsia da segunda parte do curso, para manter bem desperta no meu dia a necessidade de viajar a mundos maravilhosos dentro de mim...

Beijos,

White Feather
 
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White Feather

Cidade: Porto

Cor: Preto

Signo: Carneiro

Paixão: Escrever...

Alguns Favoritos

Fernando Pessoa

Sophie Kinsella

Marian Keyes

Lisa Jewell

Nora Roberts

...


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